Quinta, 25 de Abril de 2013.
Assistentes sociais e estudantes clamam por direitos na Marcha de Brasília
Mais de 20 mil pessoas participaram da mobilização na última quarta-feira (24/4)
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Foto da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, tomada por mais de 20 mil pessoas da marcha unificadaEsplanada dos Ministérios tomada por mais de 20 mil pessoas que participaram da marcha unificada (foto: Rafael Werkema/CFESS)

 

A marcha unificada que mobilizou mais de 20 mil pessoas, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na última quarta-feira (24/4), mostrou que a luta se faz nas ruas.

 

Em protesto à política econômica do Governo Federal, movimentos sociais, centrais sindicais e entidades diversas reuniram trabalhadores, trabalhadoras e estudantes, em um ato político que merece registro na história da esquerda brasileira. Afinal, numa conjuntura em que o Estado tem retirado direitos, a luta e resistência populares demonstraram que a classe trabalhadora não recuará na defesa de uma outra sociedade, justa e igualitária.

 

A critica à precarização do trabalho, o grito pelo fim do Fator Previdenciário, a defesa da Reforma Agrária, da moradia digna, da educação e saúde públicas, o não à violência e criminalização dos povos indígenas, quilombolas e dos movimentos sociais, e as denúncias de opressão e discriminação deram o tom da marcha, que terminou em frente ao Congresso Nacional, com um “beijaço” do movimento LGBT contra a permanência do parlamentar Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

 

“Basta de ataques à classe trabalhadora! Chega de entregar dinheiro ao empresariado! Mais verbas para a saúde, educação e reforma agrária!”, estava escrito nas bandeiras que puxavam a marcha.

 

Assistentes sociais e estudantes de Serviço Social de diversos estados brasileiros se juntaram à mobilização, além de conselheiras do CFESS e de vários CRESS, e representantes da ABEPSS e da ENESSO. “Foi um momento marcante para mostrarmos que o Serviço Social segue firme na luta”, relembrou a presidente do CFESS, Sâmya Ramos.

 

Foto de assistentes sociais e estudantes que marcaram presença na mobilizaçãoAssistentes sociais e estudantes marcaram presença na mobilização (foto: Rafael Werkema/CFESS)

 

Durante a marcha, além de adesivos da campanha Sem Movimento Não Há Liberdade, o CFESS distribuiu o material alusivo às comemorações do Dia do/a Assistente Social. Com o tema Serviço Social na luta contra a exploração do trabalho, as peças elaboradas se encaixaram bem àquele contexto.

 

Entretanto, um fato ocorrido durante a marcha causou revolta de várias pessoas que ficaram até o final da mobilização. Estudantes da Universidade de Brasília (UnB) chegaram a ser detidos/as pela Polícia do Congresso Nacional, porque tentaram pendurar a bandeira LGBT em uma das janelas do prédio.

 

Atividades durante todo o dia

Enquanto as centrais sindicais se reuniam com a Secretaria Geral da Presidência da Republica para cobrar resposta da pauta de reivindicações entregue anteriormente, outras atividades ocorreram em vários ministérios e no Congresso Nacional. E o CFESS participou de algumas delas.

 

Em frente ao Ministério da Educação, o Conselho Federal se juntou ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e à Frente Nacional contra a Privatização da Saúde para retomar as pautas da greve da Educação de 2012, como a luta por melhores condições de trabalho para profissionais da área, e para criticar a implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) para gerir os hospitais universitários brasileiros.

 

“Estamos aqui para consolidar a unidade na defesa pela educação pública, presencial e de qualidade”, afirmou Juliana Melim, coordenadora da Comissão de Formação Profissional do CFESS. Na oportunidade, ela ainda reiterou o apoio do Conselho Federal à luta pelos 10% do PIB para a Educação.

 

Foto da conselheira do CFESS Juliana Melim durante o ato político em frente ao Ministério da EducaçãoA conselheira do CFESS Juliana Melim durante o ato político em frente ao Ministério da Educação (foto: Rafael Werkema/CFESS)

 

A assistente social e diretora do Andes-SN, Marina Barbosa, apresentou o dossiê nacional sobre a precarização das condições de trabalho nas universidades brasileiras.

 

Em seguida, a representante da Frente contra a Privatização da Saúde, Morena Marques, protocolou no Ministério da Educação o manifesto contra a EBSERH, além do abaixo-assinado que já reúne quase 7 mil assinaturas contra a transferência dos Hospitais Universitários à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

 

Foto da reunião que marcou a entrega do manifesto e do abaixo-assinado contra a EBSERH ao Ministério da EducaçãoFoto da reunião que marcou a entrega do manifesto e do abaixo-assinado contra a EBSERH ao Ministério da Educação. À direita, Morena Marques, da Frente Contra a Privatização da Saúde, e Maria Regina de Ávila, presidente da ABEPSS (foto: Rafael Werkema/CFESS)  

 

Foto da marcha chegando ao Congresso Nacional

Marcha chegando ao Congresso Nacional depois de mais de 5 quilômetros percorridos (foto: Rafael Werkema/CFESS)

 

Foto de manifestantes tomando conta de todo o gramado do Congresso NacionalManifestantes tomam o gramado do Congresso Nacional (foto: Rafael Werkema/CFESS)

 

Foto do "bloco" do Serviço Social na marcha unificadaO bloco do Serviço Social na marcha unificada (foto: Rafael Werkema/CFESS)

 

Foto do "bloco" do Serviço Social na marcha unificadaO bloco do Serviço Social na marcha unificada (foto: Rafael Werkema/CFESS)

 

Foto do "bloco" do Serviço Social na marcha unificadaO bloco do Serviço Social na marcha unificada (foto: Rafael Werkema/CFESS)

 

Foto do "bloco" do Serviço Social na marcha unificadaO bloco do Serviço Social na marcha unificada (foto: Rafael Werkema/CFESS)

 

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