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Quinta, 15 de Novembro de 2018.

Enesso promove semana de mobilização crítica ao Enade
Entre os dias 16 e 23, Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social realizará debates em todo o Brasil sobre o modelo de avaliação, considerado ineficaz para avaliar as condições e qualidade do ensino

Imagem traz uma ilustração de uma fita métrica, na qual as medidas são desenhos de um estudante sentado em uma carteira de sala de aula. A imagem traz o texto Educação de qualidade não se mede com Enade"Educação de qualidade não se mede com Enade" (arte: divulgação Enesso)

 

No próximo dia 25 de novembro, será realizada a aplicação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), que avalia o rendimento de quem concluiu um curso de graduação, comparando o resultado em relação aos conteúdos programáticos, habilidades e competências adquiridas na formação. O Enade integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), que analisa instituições, os cursos e o desempenho de estudantes, levando em consideração aspectos como ensino, pesquisa, extensão, responsabilidade social, gestão da instituição e corpo docente.

 

E o que o Serviço Social brasileiro tem a ver com isso?

 

Em primeiro lugar, os cursos de Serviço Social em todo o Brasil passarão por esta avaliação novamente esse ano, mesmo já tendo passado pelo exame em 2017.

 

Em segundo lugar, o Conjunto CFESS-CRESS, juntamente com a Abepss e a Enesso, já vêm debatendo há anos a formação com qualidade em Serviço Social, e integrando a luta por uma educação superior pública, presencial e de qualidade.

 

Mas o Enade é a melhor forma de avaliação das instituições, cursos e estudantes?

 

Na opinião da Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (Enesso), não é esse modelo que dará conta de avaliar a qualidade dos cursos superiores, em especial, os de Serviço Social.

 

“O Sinaes/Enade reproduz a lógica mercantilista, individualista, competitiva e também culpabilizadora, pois a responsabilidade da avaliação recai de forma significativa nos/as estudantes, não possibilitando um real dimensionamento das dificuldades enfrentadas pelas instituições de ensino. Ademais, apresenta também o caráter punitivo, pois se o/a estudante não comparecer ou não justificar a ausência no dia da prova, dentro do prazo estabelecido, terá problemas na obtenção do certificado/diploma”, afirma a Executiva em nota.

 

Nesse sentido, a Enesso está convocando o corpo discente a se somar nas mobilizações contra a prova do Enade, que ocorrerão entre os dias 16 e 23, anterior à data de aplicação da prova. Diferentemente de anos anteriores, em que se pregou o boicote, a agenda da Executiva será marcada por debates para reafirmar o posicionamento crítico da Enesso acerca do tema dentro e fora das universidades, articulando com o Conjunto CFESS-CRESS, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), entre outros.

 

Além disso, a Enesso fez a revisão e atualização da cartilha sobre o Sinaes/Enade, para dar suporte aos trabalhos de base nos centros e diretórios acadêmicos.

 

“Diferentemente da época do ‘Provão’, quando os boicotes eram classificados e divulgados como um boicote, agora o Ministério da Educação conseguiu invisibilizar nossa ação política, classificando-a como uma simples nota baixa em consequência de um ‘mau desempenho’. Portanto, ao invés de trazer mais investimento, o boicote tem trazido problemas individualizados nas/os estudantes e nas instituições de ensino superior cada vez mais precarizadas”, diz outro trecho do documento.

 

Na avaliação da coordenadora da Comissão de Formação Profissional do CFESS, Daniela Neves, o posicionamento dos/as estudantes é legítimo e vai ao encontro do que o Conjunto CFESS-CRESS defende por formação com qualidade. “As entidades representativas do Serviço Social que compõem o Fórum Nacional em defesa da Formação e do Trabalho em Serviço Social vêm se se posicionado de maneira crítica ao Sinaes/Enade, pois uma avaliação da qualidade do ensino deveria contemplar variáveis. É possível construir uma avaliação mais participativa, democrática e que considere a real condição das instituições de ensino e do desfinanciamento da educação pública”, explica.

 

Nesse sentido, as mobilizações contrárias a esse sistema de avaliação expressam a sintonia das entidades na luta por uma educação superior pública, gratuita e de qualidade.

 

Leia o documento da Enesso

 

Acesse o blog da Executiva

 

 

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