Envelhecer com dignidade é direito: hoje é Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa
Data de publicação: 1 de outubro de 2026
Fotos: Tito Martins/estagiário sob supervisão
Créditos: Diogo Adjuto
Para o Serviço Social, o envelhecimento é um direito, e assistentes sociais trabalham nas mais diversas políticas sociais, atendendo a população idosa brasileira. Por outro lado, no Brasil de hoje, as condições para envelhecer com dignidade são profundamente atravessadas por desigualdades sociais. Neste Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa, 1º de outubro, o envelhecimento com direitos é assunto para assistente social!
Dados recentes do Governo Federal indicam que, em 2024, o Brasil tinha cerca de 36 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, aproximadamente 17% da população. E, no mesmo ano, o Disque 100 (serviço do governo federal para receber denúncias de violações de direitos humanos no Brasil) registrou 179.327 denúncias de possíveis violações de direitos contra pessoas idosas — cerca de 490 por dia. Os dados destacaram que 67,4% das vítimas eram mulheres, 88,1% das violações ocorreram na residência da vítima e, em 55,3% dos casos, o suspeito era filho da vítima.
O posicionamento do Serviço Social brasileiro segue em defesa do direito de envelhecer com renda digna, em família, com vida comunitária ativa, com saúde, o que implica garantia e ampliação de serviços e políticas públicas.
“Entendemos que a velhice é vivida de formas diferentes. Classe, raça, gênero, território, condições de trabalho e renda e acesso às políticas públicas atravessam as possibilidades de envelhecer. Por isso, enfrentar a violência e defender os direitos da pessoa idosa também significa enfrentar as estruturas que produzem desigualdades e desproteção social”, afirma a conselheira do CFESS Liliane Caetano, coordenadora da Comissão de Ética e Direitos Humanos.
Um dado público atual (MDH/2024) que reforça a relação do Serviço Social com a defesa de direitos da pessoa idosa vem dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas): em 2024, 97,6% dos Creas, nos quais trabalha grande número de assistentes sociais, informaram prestar serviços de proteção a pessoas idosas em situações de violência, negligência, maus-tratos, abandono e outras violações.
Ora, se tem violação de direitos, a presença do Serviço Social é necessária para o Brasil: para fortalecer a defesa de direitos, a proteção social e o enfrentamento dos preconceitos e opressões que impactam o envelhecimento.
Subsídio para o trabalho da categoria
O CFESS lançou em 2026 a nota técnica "Etarismo e defesa de direitos humanos: o processo de trabalho da(o) assistente social e o enfrentamento ao etarismo". A publicação defende que, de forma geral, a diversidade humana e as diferentes experiências de idade são bases importantes para os fundamentos profissionais e para a direção ética e política do trabalho voltado ao enfrentamento do etarismo.
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