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Assistente social quer dignidade para a população em situação de rua!


Data de publicação: 19 de agosto de 2026
Fotos: Rafael Werkema
Créditos: Diogo Adjuto

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Esta quarta-feira, 19 de agosto, marca o Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua. Para dialogar com a categoria de assistentes sociais, o Conselho Federal de Serviço Social lança hoje a mais nova edição do informativo “CFESS Manifesta” sobre essa população, que também é atendida nos serviços e políticas sociais nos quais o Serviço Social está presente. 
 
Clique aqui para acessar 
 
A data foi oficializada no Brasil pela Lei 15.187/2025, sancionada em agosto do ano passado com o objetivo de dar visibilidade aos direitos da população em situação de rua, enfrentar preconceitos e exigir políticas públicas para esse segmento em desproteção social. O número de pessoas em situação de rua no Brasil cresceu cerca de 88%, entre 2020 e 2026, segundo dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 
 
E o que a categoria tem a ver com isso? Ora, assistente social atende pessoas em situação de rua nos diversos equipamentos em que trabalha: Consultório na Rua; Centro POP; Creas, atendimento da Defensoria Pública da União; atendimento da Defensoria Pública do Estado; o Serviço Especializado em Abordagem Social, dentre outros. 
 
E se tem assistente social, tem luta pelo acesso e garantia de direitos. “Mas sua presença no nosso cotidiano não pode significar “apenas mais um encaminhamento”, muito menos meros atendimentos burocráticos. Exige-nos um olhar crítico e interpelações cotidianas: como temos acolhido pessoas em situação de rua? Como construímos vínculos? Como articulamos a rede de proteção?”, diz trecho da nova edição do CFESS Manifesta. 
 
Em outra parte do texto, o informativo ressalta que “a dignidade não pode ser condicionada à chamada ‘superação da situação de rua’, como se bastasse força de vontade para romper com determinações produzidas historicamente pela desigualdade, por essa forma de produção e reprodução da sociedade, que transforma tudo em mercadoria ao custo do sofrimento humano. Nosso compromisso profissional exige leitura crítica da realidade, escuta qualificada, articulação entre políticas públicas e defesa intransigente dos direitos humanos. Exige compreender que cada atendimento é atravessado pelas determinações da questão social e que nenhuma trajetória nas ruas pode ser explicada e resumida por contingências e escolhas individuais”.  
 
Confira o informativo clicando aqui 


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