Terça, 18 de Outubro de 2016.
Assistentes sociais reafirmam a defesa dos direitos da classe trabalhadora!
45º Encontro Nacional terminou no último domingo (16/10) apontando os desafios para a categoria
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Imagem mostra participantes do Encontro com crachás vermelhos erguidos para uma votação

Mais de 300 assistentes sociais participaram do maior espaço deliberativo da categoria (foto: Diogo Adjuto/CFESS)

 

Chegou ao fim neste domingo (16/10) o 45º Encontro Nacional CFESS-CRESS. O evento foi o último das gestões CFESS-CRESS do triênio 2014-2017 e contou com mais de 300 participantes, entre assistentes sociais da base, das direções dos Conselhos, além de agentes fiscais, funcionários, funcionárias e assessorias técnicas.

 

O Encontro encerra um ciclo de trabalho que trouxe inovações na metodologia do maior espaço deliberativo da categoria, organizado desde então no sentido de planejamento/proposição (2014), monitoramento (2015) e avaliação (2016) das deliberações e das ações do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Serviço Social.

 

Durante a manhã foi aprovado, na Plenária Final, o documento com os novos instrumentais da Política Nacional de Fiscalização (PNF). O material é resultado do Grupo de Trabalho composto em 2014, formado por conselheiras e agentes fiscais responsáveis pela fiscalização nos campos de trabalho da categoria, e que vem debatendo a temática desde então.

 

Para a coordenadora da Comissão de Orientação e Fiscalização (Cofi) do CFESS, Josiane Soares, o resultado do trabalho de revisão dos instrumentais qualificou e aprimorou ainda mais uma atividade precípua dos CRESS. Ela destacou também que o Conjunto deve agora buscar maneiras de informatizar o instrumental e, nesse sentido, será necessário uma a avaliação técnica e orçamentária.

 

Representando a região nordeste no GT, a conselheira da Cofi do CRESS-AL Edmeé Barros e a agente fiscal Maria Helena destacaram a importância da participação das agentes fiscais neste processo de revisão dos instrumentais, tendo em vista que são as profissionais que utilizam os relatórios, questionários etc.

 

Já na parte da tarde, foram destacadas e aprovadas as deliberações consideradas prioridade pelo Conjunto nos eixos Comunicação, Administrativo-Financeiro, Fiscalização, Relações Internacionais, Ética e Direitos Humanos e Formação.

 

Em breve, será disponibilizado o Relatório Final do Encontro, com as discussões por eixo e as ações prioritárias da pauta do Conjunto.

 

Imagem mostra a coordenadora da COFI do CFESS, Josiane Santos, durante fala sobre os instrumentos de fiscalização

A coordenadora da Cofi-CFESS, Josiane Santos (à esquerda), falou sobre os instrumentais da fiscalização, aprovados pelo Encontro (foto: Diogo Adjuto/CFESS)

 

 

Carta de Cuiabá

Todo Encontro Nacional elabora uma carta com o posicionamento da categoria sobre diversos temas.

 

A Carta de Cuiabá teve como eixo central a crítica aos retrocessos propostos e encaminhados pelo governo ilegítimo de Michel Temer na atual conjuntura.

 

“Expressamos nossa indignação com as escolhas econômicas, sociais e políticas que fundamentam o ajuste fiscal, na perspectiva dos cortes na seguridade social e nos mínimos direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora em nosso país. São dezenas de projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional, com o intuito de eliminar ou reduzir direitos”, aponta o documento.

 

A carta reafirma também o esforço do conjunto organizativo da unidade da classe trabalhadora em promover, por frentes, fóruns, centrais, a denúncia do processo de desmonte dos direitos, seja nas jornadas de luta, nos dias nacionais de mobilização e paralisações.

 

“Convocamos, participamos e reforçamos estas importantes ações de acúmulo de forças, mas consideramos que elas devem estar alimentadas também pelas iniciativas de formação política na base, no intuito de disputar a guerra ideológica em curso, dado que enfrentamos o poder corporativo da mídia burguesa, que tenta desmontar todo o legado de conquistas provenientes das lutas sociais em nosso país”, diz outro trecho.

 

Leia a Carta de Cuiabá

 

Além da Carta, foram lidas e aprovadas diversas moções que dialogam diretamente com fatos mais recentes da conjuntura do país.

 

Imagem mostra miniatura da carta com a arte do evento, que conta com ilustrações sober mulheres negras, população indígena e do campo, com punhos em riste, no sentido de lutaCarta de Cuiabá, aprovada no Encontro (arte: Rafael Werkema/CFESS)

 

Nada a temer!

Foi aprovado também na Plenária Final do Encontro a realização, em 30 de novembro deste ano ainda, do Dia Nacional de Mobilização de assistentes sociais, com o mote “Nada a Temer! Assistentes sociais em defesa dos direitos da classe trabalhadora e contra os impactos da contrarreforma no trabalho profissional!”.

 

A ideia é mobilizar assistentes sociais para conhecer melhor as contrarreformas do governo ilegítimo de Michel Temer, promover debates sobre os impactos da conjuntura no trabalho da categoria, e contribuir para o aprimoramento do trabalho profissional junto à população usuária.

 

Em breve, serão divulgadas as programações dos eventos que os CRESS realizarão em seus estados.

 

Imagem mostra ilustração de pessoas com os punhos erguidos, em uma manifestação, e os dizeres Nada a Temer

Esta é a arte da campanha Nada a Temer, para dialogar com assistentes sociais sobre os retrocessos do atual governo (arte: Rafael Werkema/CFESS)

 

Avaliação e encerramento

Para o presidente do CFESS, Maurílio Matos, depois de um triênio com esta nova metodologia do Encontro Nacional, é possível avaliar que foi um avanço na construção da pauta política das entidades. “Construímos balizas para entender as dificuldades para materializarmos nossa pauta em ações. Este é um processo de reconstrução, que não muda de um ano para outro, mas acredito que avançamos bastante”, disse.

 

Na opinião da presidenta do CRESS-SC, Rosana Maria Prazeres, a avaliação sobre o Encontro é muito positiva do ponto de vista metodológico. “Trouxe a possibilidade de discutir os eixos de uma forma articulada, de modo a termos uma visão de totalidade dos eixos temáticos. Em relação aos anos anteriores, essa metodologia foi um avanço e deve permanecer”, completou.

 

Já na mesa de encerramento, a presidenta do CRESS-MT Vera Lúcia Honório destacou: “a realização desse encontro é um marco histórico para o CRESS-MT, tendo em vista os importantes debates de nossa profissão, numa conjuntura tão desfavorável e precarizada. Sigamos em frente, para avançar na luta!”.

 

E a vice-presidenta do CFESS, Esther Lemos, sintetizou o 45º Encontro nacional. “Com a consciência de que ‘é preciso estar atentos/as e fortes’, deliberamos aqui que é necessário realizarmos o Dia Nacional de Mobilização dos/as Assistentes Sociais contra a regressão de direitos. Saímos desse Encontro com o compromisso de fortalecer as ações do Serviço Social, além da garantia da transparência e transição democrática com as novas gestões que assumirão as entidades em 2017.  Ressaltamos o papel das gestões de todos os CRESS, que se empenharam em qualificar os debates aqui realizados, garantindo a participação de assistentes sociais da base também”, finalizou.

 

O próximo Encontro Nacional será realizado em Brasília (DF), em 2017, pois será o primeiro das gestões do Conjunto do triênio 2017-2020. Para participar do Encontro, assistentes sociais devem participar das assembleias organizadas pelos CRESS e se candidatarem para participarem do Encontro.  

 

Imagem mostra participantes da mesa de encerramento. Em destaque, a vice-presidenta do CFESS, Esther Lemos

A vice-presidenta do CFESS, Esther Lemos (à esquerda), avaliou a metodologia do Encontro (foto: Diogo Adjuto/CFESS)

 

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