Acessibilidade       A+  A-          Botão Libras  Botão Voz          
O que você procura?
Quarta, 28 de Novembro de 2018.

Campanha Assistentes Sociais no Combate ao Racismo ganha as ruas!
Confira como foi o ato de lançamento no Rio e conte-nos sua experiência de combate ao racismo!

Imagem mostra mulheres negras assistindo à aula pública sobre racismo, na tenda montada pelo CFESS e CRESS-RJ. Uma delas segura o cartaz escrito a palavra racismoUm dos objetivos da campanha é denunciar as expressões do racismo no cotidiano (foto: Rafael Lopes/CRESS-RJ)

 

A Campanha de Gestão (2017-2020) do Conjunto CFESS-CRESS, Assistentes Sociais no Combate ao Racismo, ganhou as ruas em novembro, mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra!

 

O CFESS e os CRESS vêm realizando uma série de atividades mobilizando assistentes sociais e outros sujeitos a se engajarem na campanha.

 

Na semana passada (19/11), o Conselho Federal e o CRESS-RJ foram às ruas da Cinelândia, região central e popular do Rio de Janeiro, para dialogar com a categoria, com estudantes de Serviço Social e com a população em geral sobre o racismo no cotidiano. “Você já foi descriminado/a por ser negro/a?” era a chamada de abordagem que conselheiras do CFESS e CRESS-RJ e assistente sociais da base usavam para conversar com as pessoas que passavam pelo local.

 

Durante a abordagem, as pessoas recebiam um panfleto e eram informadas que a população negra é a maior vítima de violência, e que o racismo pode acontecer dessa e de diversas outras formas. “Uma que é bem comum, por exemplo, é alguém atravessar a rua ou apressar o passo porque viu uma pessoa preta por perto. O racismo é uma realidade diária na vida de negros e negras e se expressa de diversas formas, sempre causando sofrimento, fazendo se sentirem inferiores”, diz trecho do material educativo distribuído.

 

Imagem mostra a assistente social e conselheira do CFESS, Solange Moreira, vetsida com uma camisa amarela com a logomarca da campanha em preto, abordando um senhor negro na rua para falar da campanha. O homem manifesta interesse e recebe o materialA conselheira do CFESS Solange Moreira aborda um homem para falar da campanha.  (foto: Rafael Lopes/CRESS-RJ)

 

Se a pessoa manifestava interesse, ela era convidada a conhecer mais sobre a campanha na tenda organizada no meio da praça, aonde foram distribuídos outros materiais (como cartazes, adesivos, bottons etc.) e foi montado um telão com som, para passar os vídeos da campanha.

 

Nessa tenda ocorreram também várias outras atividades, como uma aula pública sobre o racismo no Brasil, com a assistente social da Fiocruz Roseli Rocha, autora do caderno Racismo, da série Assistentes Sociais no Combate ao Preconceito, falas das entidades representativas do Serviço Social (Conjunto CFESS-CRESS e Abepss), de representantes do movimento negro, entre outras pessoas, bem como ações para valorização da cultura negra, como uma apresentação do grupo Filhas de Ghandy, que desenvolve atividades culturais e educacionais com foco na valorização das culturas de matriz africana, e uma oficina de turbante. Estudantes de Serviço Social também marcaram presença na atividade.

 

Imagem mostra várias pessoas sentadas, sob a tenda montada para a atividade, assistindo à aula da assistente social Roseli Rocha sobre racismo.

Aula pública sobre racismo, com Roseli Rocha, assistenet social da Fiocruz e autora do caderno Racismo, do CFESS (foto: Rafael Lopes/CRESS-RJ)

 

“Essa campanha é uma construção coletiva da categoria de assistentes sociais e dá visibilidade a um dos nossos princípios éticos, que é o de tratar todos/as com igualdade, sem qualquer preconceito ou forma de discriminação. O racismo é uma das formas de discriminação mais duradouras no Brasil, e ele persiste mesmo após a abolição da escravatura, há 130 anos. O combate ao racismo se faz, portanto, cotidianamente, e é compromisso da nossa categoria. Assistentes sociais fazem inúmeras ações desse tipo, no seu local de trabalho, no atendimento à população. É tarefa nossa dar voz às demandas da população negra para que acessem as políticas sociais”, afirmou a presidente do CFESS, Josiane Soares.

 

“Aonde é que a gente combate o racismo? Por que não tem saneamento para a nossa população? Por que somos as maiores vítimas da violência? A gente convida que as assistentes sociais reflitam no seu cotidiano sobre as expressões do racismo. A gente quer falar com a população que, em cada local em que ela for atendida por um/a assistente social, solicite que a profissional converse sobre o racismo.  Não vamos nos calar diante da opressão”, enfatizou a presidente do CRESS-RJ, Dácia Teles.

 

Imagem mostra dança do grupo Filhas de Ghandy. As mulheres negras estão de roupa azul e branco, olhando para o céu, de braços abertos.

Integrantes do grupo Filhas de Ghandy e sua tradicional homenagem às danças de matrizes africanas (foto: Rafael Lopes/CRESS-RJ)

 

 

Na oportunidade, a presidente da Abepss, Maria Helena Elpídio, também reforçou o engajamento da entidade com a campanha, e aproveitou para falar do documento que está sendo lançado nesta semana no Encontro Nacional de Pesquisadores/as em Serviço Social (15º Enpess), que traz subsídios para o debate sobre a questão racial na formação em Serviço Social.

 

Já no dia 20/11, foi a vez de o CFESS e CRESS-RJ se integrarem a duas atividades importantes para celebração do Dia da Consciência Negra. Uma delas é a tradicional lavagem da estátua em homenagem a Zumbi dos Palmares. Na ocasião, a campanha foi apresentada para quem estava presente. A outra foi a 7ª Marcha da Periferia, que reuniu centenas de pessoas em Madureira. Materiais da campanha também foram distribuídos nestas atividades.

 

Imagem mostra à esquerda várias pessoas negras segurando a bandeira do movimento Unegro. À direita estão conselheiras do CFESS e CRESS-RJ segurando um banner com a logomarca da campanha. Ao fundo está o monumento em homenagem a Zumbi de Palmares

O diálogo e articulação com o movimento negro é um dos objetivos da camapanha (foto: Rafael Lopes/CRESS-RJ)

 

Você, assistente social, é parte da campanha!

O trabalho de assistentes sociais tem relação direta com as demandas da população negra que reside nos morros, nas favelas, no sertão, no campo e na cidade. Assistentes sociais estão nos serviços públicos como os de saúde, educação, habitação e assistência social, que devem ser garantidos para toda a população. O combate ao preconceito é inclusive um compromisso do Código de Ética dos/as Assistentes Sociais.

 

Por isso, a campanha não só está debatendo a temática no exercício profissional da categoria, como quer incentivar a promoção de ações de combate ao racismo no cotidiano, ampliando a percepção sobre suas diversas expressões.

 

O site da campanha terá uma seção chamada Combate no Cotidiano, que reunirá relatos de experiências de assistentes sociais no combate ao racismo no seu exercício profissional. Ou seja, se você, assistente social, promoveu ou promove alguma ação de combate ao racismo, como oficina e reuniões no ambiente de trabalho, ou outra atividade na qual o foco seja a população usuária ou colegas de trabalho, você poderá compartilhar com outras colegas.

 

Acesse o site da campanha para mais informações.

 

No site também terá uma seção para os CRESS divulgarem suas atividades. Em breve, as duas seções vão estar alimentadas com conteúdo!

 

Imagem mostra a presidente do CFESS Josiane Soares, ao lado da presidente do CRESS-RJ, Dácia Teles, em fala em frente ao busto em homenagem a Zumbi

A presidente do CFESS, Josiane Soares, fala ao lado da presidente do CRESS-RJ, Dácia Teles (foto: Rafael Lopes/CRESS-RJ)

 

 

Novos materiais

O site lançado na semana passada reunirá, até 2020, término da campanha, todo o material que será produzido para a mesma, bem como as ações do Conjunto CFESS-CRESS e, principalmente, as experiências de assistentes sociais no combate ao racismo.

 

Além do vídeo de pré-lançamento da campanha, outros dois já estão disponíveis: “Minha fé não é motivo para sua violência!”, que chama a atenção para um balanço do Disque-100 do ano de 2017 sobre discriminação religiosa, que aponta que cerca de 40% dos registros de denúncias envolvem racismo contra religiões como Umbanda, Candomblé, entre outras.

 

 

 

 

A outra produção é “Na falta de água e na sobra de esgoto transborda racismo”, que trabalha a questão das condições precárias de saneamento que pessoas negras que vivem, sem acesso simultâneo a água, esgoto e coleta de lixo.

 

 

Foi lançado também um CFESS Manifesta especial para o Dia da Consciência Negra.

 

Leia o documento “Vidas negras importam!”

 

Visite o site da campanha, compartilhe com outras pessoas e conte-nos o que você tem feito no dia a dia para combater o racismo!

 

Acesse!

 

 

Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão É de batalhas que se vive a vida - 2017/2020

Comissão de Comunicação
Rafael Werkema - JP-MG 11732
Assessoria de Comunicação
comunicacao@cfess.org.br