Quinta, 25 de Maio de 2017.
Brasília arde, mas população dá seu recado: fora Temer e contra a regressão de direitos
Protestos terminaram com repressão policial que lembrou os tempos da ditadura. Assistentes sociais na luta!
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Imagem mostra milhares de manifestantes a caminho da Esplanada dos Ministérios

Início do Ocupa Brasília. Seis faixas ocupadas pela manifestação que gritou Fora Temer e Diretas Já (fotos: Rafael Werkema/CFESS)

 

A mobilização que levou mais de 100 mil pessoas nesta quarta-feira (24/5) à Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), poderia ser resumida pela arte da campanha do Dia do/a Assistente Social deste ano, que traz o mote “Na luta de classes não há empate”.

 

De um lado a população aguerrida, lutando bravamente por seus direitos; de outro, um gigantesco aparato policial e militar repressor a serviço das classes dominantes, empenhadas em dar continuidade ao acelerado conjunto de contrarreformas em curso.

 

As recentes denúncias que envolvem o ilegítimo presidente Temer e seus principais aliados políticos deram mais fôlego para levar às ruas centrais sindicais, movimentos sociais e outros/as trabalhadores/as, além da juventude brasileira. Sob os motes de Fora Temer e Diretas Já!, o ocupa Brasília foi uma das mobilizações populares mais significativas dos últimos anos e foi marcada pela unidade entre setores da esquerda.

 

Foto mostra  a extensão do protesto, com manifestantes caminhando em direção ao Congresso Nacional

Mais de cem mil pessoas participaram do ato. A caminhada se estendeu por grande parte de um dos lados do Eixo Monumental

 

Entretanto, a resposta do governo foi também uma das mais violentas da história do país, retomando os tempos sombrios da ditadura civil-militar no Brasil. A Polícia Militar e a Tropa de Choque usaram a cavalaria, centenas de bombas de gás lacrimogênio, cassetetes, balas de borracha e, para piorar, houve registros de uso de arma de fogo. Mais de cinquenta pessoas ficaram feridas.

 

E para oficializar a repressão, o ilegítimo Temer ainda assinou no fim do dia um decreto autorizando a ocupação de Brasília pelas Forças Armadas, deixando o clima ainda mais tenso. Na manhã de quinta (25/5) o governo recuou e revogou o decreto.  

 

O discurso de uso de violência policial para conter o vandalismo precisa ser combatido. Com forças desproporcionais, sobrou repressão por parte da polícia. E quem comete vandalismo é o governo, que massacra a classe trabalhadora impondo medidas que retiram direitos.

 

“O Ocupa Brasília foi uma demonstração da importância da unidade de classe para as/os trabalhadoras/es contra esse governo ilegítimo e suas regressivas investidas de desmonte dos direitos da população. É preciso reforçar a campanha do Dia do/a Assistente Social, na luta de classes não há empate! Por isso, temos que dizer não para as medidas propostas pelo governo”, afirmou Mariana Furtado, conselheira do CFESS que participou do ato.

 

Foto mostra assistentes sociais na manifestação

Assistentes sociais reafirmando que na luta de classes não há empate! Ao centro, as conselheiras Mariana  Furtado e Joseane Rotatori

 

A conselheira Joseane Rotatori também estava na mobilização e foi enfática ao descrever o ato: “o dia 24 de maio significou um dia histórico para os movimentos sociais brasileiros, principalmente pela sua pauta unificada! O fato de vermos várias assistentes sociais participando demonstra o compromisso da categoria com a defesa intransigente dos direitos sociais e contra qualquer tipo de contrarreforma implementada por esse governo golpista, que não medirá esforços para aprovar o desmonte dos direitos sociais”, concluiu.

 

Assistentes sociais e estudantes de Serviço Social deram força pra mobilização. “Nossa categoria, desde a reconceituação da profissão, nunca fugiu à luta. Temos mostrado a quem o Serviço Social serve, que é a classe trabalhadora. E estamos demonstrando nossa insatisfação contra um governo das elites para as elites e que se monstra insustentável. Por isso, viemos aqui mostrar nossa insatisfação contra as propostas de regressão de direitos. Sem população nas ruas, as coisas vão continuar como estão!”, alertou a assistente social e professora da UnB, Priscilla Maia. 

 

Assim como as outras pessoas que estava no protesto, as assistentes sociais também foram atingidas pelas bombas de gás lacrimogênio da polícia militar.

 

O CFESS reafirma seu posicionamento, conforme nota divulgada em 23 de maio: A população brasileira tem o direito de escolher quem irá governar o país! Não deixaremos essa escolha nas mãos de um Congresso conservador, retrógrado e comprometido com a retirada de direitos da classe trabalhadora! Eleições Diretas já!

 

Confira mais fotos!

 

 

Imagem mostra manifestantes ajoelhados em meio ao gás lacrimogênio que tomou conta da Esplanada

Quanto mais próximo do Congresso, maior era a repressão e o cheiro de gás lacrimogênio. Manifestantes pediam para a polícia parar de atacar

Foto mostra tropa de choque com escudos, cassetetes e armas que disparam bala de borracha

Batalhão se prepara para dispersar manifestação

 

Imagem mostra tropa de choque disparando contra manifestantes para evitar que chegassem próximo ao Congresso

Tropa de choque atira contra manifestantes

 

Imagem mostra manifestantes cobrindo o rosto depois de um ataque com bombas de gás

Pessoas cobrem o rosto depois de mais uma chuva de bombas de gás lacrimogênio

 

Banheiros químicos foram usados como barricada para evitar que a polícia avançasse sobre a manifestação

Brasília em cenário de guerra

Foto mostra helicóptero usado para jogar bombas de gás na manifestação

A polícia utilizou um helicóptero para dispersar a manifestação

 

Imagem mostra de um lado policias e de outro manifestantes. Ao meio, o carro de som

Carro de som no meio do confronto

 

Foto mostra manifestantes voltando do ato, muitos sufocados pelo uso de gás lacrimogênio

Ao final, a Esplanada dos Ministérios ficou contaminada com o cheiro de gás lacrimogênio

 

 

 

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