Sexta, 10 de Março de 2017.
8 de março: em Brasília e no mundo, mulheres gritam pela sua existência!
O Dia Internacional das Mulheres na capital federal foi mais uma data de lutas em que a categoria marcou presença!
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Imagem mostra mulheres levantando bandeiras com dizeres de luta caminhando em direção ao Congresso NacionalMais de 5 mil pessoas participaram do ato pelo Dia Internacional das Mulheres em Brasília (fotos: Rafael Werkema)

 

O CFESS marcou presença na última quarta-feira (8/3), em Brasília (DF), no ato em celebração ao Dia Internacional das Mulheres. Mais que um grito contra todas as formas de opressão e violência de gênero, a mobilização, que também ocorreu em diversas cidades do Brasil e do mundo, ergueu as bandeiras pelos direitos das mulheres sobre seu corpo, pela sua emancipação, pela liberdade, pela igualdade, por justiça social.

 

Foi uma das manifestações mais sensíveis e aguerridas dos últimos meses, principalmente porque foi capaz de unificar diferentes vozes de diversos movimentos por um feminismo popular e solidário com as mulheres trabalhadoras e suas famílias. Se o intuito era o de construir uma greve internacional, o resultado foi um dia 8 de março histórico, com vozes ecoando pelo mundo com denúncias sobre a desigualdade e a violência de gênero, bem como reivindicações por direitos sexuais, reprodutivos, trabalhistas, sociais das mulheres.

 

Enquanto o presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB) discursava no Palácio do Planalto barbaridades retrógradas sobre o papel das mulheres na sociedade brasileira, reduzindo-o a cuidar da casa e fazer supermercado, mulheres faziam uma ciranda da resistência e bradavam um “Fora Temer” para um governo que abre pouco espaço para a participação feminina: basta analisar a quantidade de ministros e ministras.

 

Outro grupo de mulheres, num ato teatral político, simulava sua própria morte, alertando a sociedade para o feminicídio  e outras violências sofridas. 

 

Dezenas de assistentes sociais do Distrito Federal e entorno foram à Esplanada dos Ministérios se juntar à mobilização. Para uma categoria majoritariamente feminina, mais de 90%, ou seja, cerca de 150 mil profissionais, discutir e dar visibilidade à questão de gênero e às desigualdades são tarefas cotidianas.

 

Foto mostra assistentes sociais e estudantes de Serviço Social com a faixa com os dizeres assistentes sociais nesta lutaO serviço social na luta: dezenas de assistentes sociais participaram do ato

 

Rafaela Câmara, assistente social do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Núcleo Bandeirante e integrante do Fórum dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Sistema Único de Assistência Social (FNTSuas-DF), disse que sua participação significa, de alguma maneira, fomentar a articulação, participação e politização dos e das assistentes sociais no movimento feminista, principalmente nesse momento de “retrocesso político e democrático, e de avanço do conservadorismo nas políticas sociais”. “Nós, como assistentes sociais combativas, defensoras dos direitos sociais, devemos não só marcar presença nesse ato, mas também levar para os nossos espaços sócio-ocupacionais esse levante, discutindo com as nossas colegas e com a população usuária das políticas sociais o papel da mulher nessa sociedade. Vim para cá também dizer que sou trabalhadora e quero ter direito à minha aposentadoria. Essa ‘reforma’ da Previdência é um ataque aos direitos das mulheres”, enfatizou Rafaela.

 

Para a estudante de Serviço Social da UnB Luiza Fernandes, que participou pela primeira vez de uma mobilização do Dia Internacional das Mulheres, o ato representa não só uma homenagem às mulheres e ao significado histórico da data, mas também um espaço para as mulheres reivindicarem o direito sobre seu próprio corpo, já que “vivemos em uma sociedade onde somos vistas como objetos ou pedaços de carne”.  Aos 19 anos, Luiza conta que uma das coisas que mais chamou sua atenção para a mobilização foi a união dessas mulheres. “Encontrei várias pessoas conhecidas e isso mostra que não estamos sozinhas, isoladas, silenciadas. Pelo contrário, estamos juntas, unidas, lutando por nossos direitos”, destacou.

 

Imagem mostra mulheres segurando faixas denunciando a violência de gêneroDados sobre a violência de gênero e o 'fora Temer' estamparam os cartazes e corpos da manifestação 

 

O ato em Brasília não tinha só mulheres. Outras pessoas, homens, travestis e transexuais também participaram, como a própria chamada do CFESS Manifesta do Dia Internacional das Mulheres dizia, parafraseando uma frase dos movimentos feministas: assistentes sociais “minas, manas e monas” marcando presença.

 

Também tinha gente que não se identifica com o padrão binário imposto pela sociedade e que fez questão de ir à manifestação para dar força ao coro não só pelos direitos, mas pela vida e existência das mulheres. É o caso de Ana Carolina da Silva Silvério, assistente social do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Diversidade do Distrito Federal. Para Carol, que se identifica como uma pessoa não-binária, o 8 de março é fundamental para abarcar todas as pautas das mulheres, sejam elas cis, transgêneros, travestis.

 

“Falamos aqui para além do empoderamento das mulheres: falamos pela sua existência. A questão de gênero perpassa o trabalho da categoria e é preciso estar alerta ao machismo, LGBTfobia e misoginia que invadem nossos espaços institucionais. Para garantir os direitos das mulheres, é preciso ter um olhar com recorte de gênero, pois para cada sofrimento existe um desdobramento diferente. As mulheres lutam hoje por algo maior, que é pela sua existência, contra seu extermínio. É pela sua cidadania também”, completa Carol.

 

Foto mostra mulheres fazendo uma ciranda enquanto gritavam fora TemerA ciranda das mulheres foi um momento especial no ato, sensibilizando várias participantes

 

A assistente social e assessora especial do CFESS, Adriane Tomazelli também participou do ato. “Fui como mulher, assistente social e trabalhadora, aderindo a esta mobilização em nível internacional. Nós mulheres precisamos ocupar e defender nossos espaços e precisamos estar juntas, pela defesa da nossa liberdade, dos nossos direitos”.

 

A conselheira do CFESS, Sandra Teixeira, destacou a presença das assistentes sociais no ato, inclusive do próprio CFESS, ressaltando também a mobilização que o Conselho fez, elaborando um manifesto especial, levando cartazes e faixas e convidando a categoria e as trabalhadoras. “Neste dia internacional de lutas, nós, assistentes sociais, mais uma vez, fomos às ruas, juntamente com demais trabalhadoras, para adensar lutas contra o machismo, o patriarcado, a exploração do trabalho, as opressões e o capital. Foi um dia de resistência aos ataques promovidos pelo governo ilegítimo e de lutas por outro amanhã, na qual teremos a emancipação de mulheres e uma sociedade livre de qualquer forma de exploração e opressão”, finaliza Sandra.

 

Foto mostra mulheres num ato teatral representando o feminicídioMulheres no chão representando o feminicídio

 

CFESS Manifesta Dia Internacional das Mulheres 

Também no dia 8/3, o CFESS lançou um manifesto alusivo à data que faz também uma homenagem aos 100 anos da Revolução Russa. “Considerando os retrocessos e desafios do tempo presente para os movimentos feministas e para o conjunto da esquerda brasileira e mundial, resgatamos o legado da Revolução Russa: a emancipação completa da classe trabalhadora está intimamente ligada à completa emancipação das mulheres”, diz trecho do manifesto.

 

Leia o CFESS Manifesta do Dia Internacional das Mulheres

 

 

Veja mais fotos

 

Foto mostra mulheres marchando e segurando placas com palavras de ordem

Foto mostra mulheres simulando sua própria morte, representando a violência de gênero

Foto mostra mãe e filha de colo erguendo o braço e gritando por direitos

Foto mostra assistentes sociais juntas próximas à faixa do CFESS e com o Museu Nacional ao fundo

 

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