Quinta, 16 de Outubro de 2014.
A luta pela democratização da comunicação também é do Serviço Social
CFESS se filia ao FNDC e fortalece o debate sobre a mídia democrática
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Banner da campanha Para Expressar a Liberdade, do FNDC, por uma mídia democrática Banner da campanha Para Expressar a Liberdade, do FNDC, por uma mídia democrática 

 

Você certamente já viu assistentes sociais em novelas ou programas de humor na programação da televisão aberta no Brasil. Na maioria das vezes, as personagens retratam a atuação profissional de forma absolutamente equivocada. O que muitas pessoas não sabem, porém, é que o problema principal está nas telecomunicações brasileiras, setor dominado por um oligopólio de famílias abastadas e poderosas, aliadas dos governos que se sucederam no país ao longo dos anos. Para fortalecer a luta por uma mídia democrática, o CFESS passa a compor o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) a partir desta semana.

 

Além de uma ação política, o envolvimento do CFESS neste debate cumpre também deliberação do eixo da Comunicação do Encontro Nacional CFESS-CRESS, que definiu pela maior inserção do Serviço Social nessa discussão, bem como o estímulo à participação da categoria. Se houvesse no Brasil uma mídia democraticamente acessível a todos/as, talvez você, assistente social, tivesse a oportunidade de assistir a outros programas de televisão e ter até suas reclamações ouvidas. No entanto, da forma como é hoje (e já são mais de 50 anos assim, tendo em vista que o Código Brasileiro de Telecomunicações é de 1962), a Rede Globo e outras emissoras vão continuar empurrando sua programação “goela abaixo”, sem qualquer chance de participação popular.

 

Para a conselheira do CFESS e coordenadora da Comissão de Comunicação, Daniela Neves, o momento é marcante para o Serviço Social. “Nossa inserção no FNDC se dá não só para que o/a assistente social seja retratado/a de acordo com nossas atribuições e princípios, mas para que pautemos, no Brasil, a comunicação, e o acesso a ela, como uma estratégia democrática, que permita debater os direitos, como a defesa central da liberdade. Ações que passam necessariamente pela democratização dos meios de comunicação. E isso significa mais diversidade na mídia, ou seja, mais acesso e mais vozes”, destaca a conselheira.

 

Semana Nacional
Esta é, inclusive, a Semana Nacional de Luta pela Democratização da Comunicação (13 a 18 de outubro). A ação faz parte da campanha Para Expressar a Liberdade, lançada pelo FNDC, com o apoio de entidades da sociedade civil e de conselhos profissionais, com o objetivo de levar ao Congresso Nacional uma proposta de nova lei geral de comunicações, de iniciativa popular, para mudar a situação de concentração de meios de comunicação no Brasil.

 

(arte: Rafael Werkema)

 

“A lei que regulamenta o funcionamento das rádios e televisões no país é de outro tempo, de outro Brasil (...). São 50 anos de concentração, de negação da pluralidade. Décadas tentando impor um comportamento, um padrão, ditando valores de um grupo que não representa a diversidade do povo brasileiro. Cinco décadas em que a mulher, o trabalhador, o negro, o sertanejo, o índio, o camponês, gays e lésbicas e tantos outros foram e seguem sendo invisibilizados pela mídia”, diz trecho do texto de apresentação da campanha, disponível no site do Fórum Nacional.

 

Em Brasília, a campanha segue angariando assinaturas para o projeto de lei da mídia democrática. Quanto mais pessoas apoiarem, mais rapidamente o material será encaminhado ao Congresso Nacional (clique aqui e participe) 
 

Além disso, nesta quinta-feira (16/10), ocorre um tuitaço (rede social Twitter), em que a organização da campanha sugere aos/às internautas a publicação das hashtags #ForaCoronéisdaMídia e #LeidaMídiaDemocrática. Se você está no Facebook ou no Twitter, participe também!

 

Então, que profissão e programação você quer ver na televisão?

O Conjunto CFESS-CRESS tem buscado reforçar na agenda do Serviço Social o debate da comunicação como direito no Brasil. Direito que não deve ser apropriado por um grupo de empresários/as, mas que deve ser de toda a população brasileira. O vídeo do Intervozes (Coletivo Brasil de Comunicação Social) ilustra bem isso. Assista abaixo:

 

 


Cabe lembrar, ainda, que o Conjunto CFESS-CRESS possui a Política Nacional de Comunicação, documento que tem orientado e direcionado os debates. Em sua segunda edição, ela aponta que a luta por uma sociedade justa e igualitária também perpassa a comunicação. O documento oferece também orientações básicas de funcionamento de uma assessoria de comunicação (clique aqui para conhecer).


Acesse e conheça o site do FNDC


Veja os 20 pontos para democratizar a comunicação apoiados pela campanha


Conheça o Projeto de Lei da Mídia Democrática

 


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